2003- Bem Bem Físico
Exposição: De 08 a 28 de agosto – Galeria da UFSC
São pinturas em acrílico sobre tela representando aspectos do cotidiano da Ilha, vistos sob prismas diferenciados, ora singelos, ora peculiares. As telas são no formato 60x80cm. O título da exposição surgiu de uma referência ao conceito de patrimônio “não-físico” estabelecido pela UNESCO, que inclui as festas e os saberes populares, as lendas e os cantos. “Prefiro chamá-lo de Bem Bem Físico. Não é então físico o velho que conta histórias de bruxas e pescarias, a velha que conta os pontos sem olhar para o bordado, rindo do espanto do turista?”, pergunta o artista.
2005-  Aqui e Ali – Cenas de uma metropolezinha à beira-mar.
Exposição: De 09 a 20 de março – Confraria das Artes; De 03 a 31 de junho – Café das Artes
A série é composta por pinturas em acrílico sobre tela, no formato 80x120cm representando lugares significativos da Ilha.
A concepção de Lugar é infinita até o momento em que se escolhe um ponto de vista e um enquadramento. O trabalho mostra lugares da Ilha por onde passamos todos os dias ou, eventualmente, com os quais desenvolvemos uma relação afetiva que muitas vezes não percebemos, ou percebemos de forma incompleta em função das obrigações, preocupações e pressa do cotidiano.
2005-2006 –  Música para meus olhos.
Exposição: De 05 de dezembro de 2005 a 15 de janeiro de 2006 – Café das Artes.  Fevereiro de 2006 – Bar dos Açores.
A idéia desta série surgiu durante uma abertura do Festival Isnard de Azevedo quando assisti à peça “O Marco do Meio dia” de Antônio Nóbrega e sua troupe. Fiquei tão impressionado com a riqueza e o significado do espetáculo, que reverenciava os 500 anos da cultura musical e da dança brasileira, que decidi que precisava falar, ou melhor, pintar sobre o assunto. A série é composta por pinturas em acrílico sobre tela de tamanhos variados.
Assistir à apresentação musical com bons músicos interpretando grandes compositores populares ou eruditos é, para mim uma das experiências sensoriais mais surpreendentes e gratificantes. Quando esse espetáculo é aliado à dança, seja ela um balé clássico, um tango ou  a  roda de capoeira em frente à alfândega, o lazer simples pode se transformar em estado de graça. Ver um artista tocar um instrumento transcende o ato de ouvir boa música. A expressão corporal e o semblante do músico transmitem muito mais do que a harmonia do som que se ouve. Explicita as emoções do músico sobrepostas às do compositor e à interpretação do próprio espectador.
2006-  A Bola.
Exposição: Junho – Café das Artes e Nigiri Sushibar.
A série “a bola” procura mostrar momentos históricos das copas passadas, alguns inclusive que só conheço de vídeos antigos como o passe antológico de Pelé para Carlos Alberto na Copa de 70. Foi apresentada pela primeira vez simultaneamente no Café das Artes e no restaurante Nigiri na ocasião da Copa de 2006. A série acabou fazendo parte do cenário do Programa Fantástico da Rede Globo do dia 26 de junho.
2006 – Divagação.
Exposição: Setembro  – Café Matisse, Centro Integrado de Cultura. Novembro  – Café Dom Joaquim.
Divagação é uma série desorganizada com vários fragmentos de idéias anteriores que tem em comum a paixão por temas diversos. A renda de bilros, O Compadre Chico (para quem teve o prazer de conhecer em vida), A sacada do antigo prédio da Alfândega, As estórias do Zé Perri… e outros que ainda virão.
2007 – Divagação 2
Exposição: Janeiro – Livraria Paraler. Novembro  – Café Dom Joaquim.
Divagação 02 (obviamente) é a continuação da série Divagação e inaugurou o espaço cultural da livraria Paraler em Jurerê Internacional.
2007 –  Pintando e Bordando.
Exposição: Julho / Agosto  – Espaço Cultural Governador Celso Ramos – BRDE.
A exposição reuniu doze trabalhos sendo oito de séries anteriores e quatro telas inéditas que dão continuidade à série “Aqui, Ali – cenas de uma metropolezinha à beira-mar”.
2007 – Releitura. (mostra coletiva no BRDE)
Exposição que reuniu trabalhos dos artistas que passaram pelo Espaço Cultural Governador Celso Ramos ao longo do ano de 2007.
2007 – 2008  Um pouco mais do Mesmo.
Exposição: Outubro/Novembro de 2007 – Café das Artes. Janeiro / Fevereiro de 2008 –  Bar dos Açores
A exposição contou com trabalhos produzidos em 2006 e 2007, sendo ao todo 13 telas, 07 inéditas. O nome da exposição, “Um pouco mais… do mesmo” faz referência à continuidade do foco do trabalho na cultura popular brasileira e também cenas do cotidiano da Ilha de Santa Catarina. Entre os temas está o hábito de passear com o passarinho na gaiola pelas ruas do interior da ilha, a cultura da pesca e o artesanato da renda de bilros. Nos novos trabalhos aparecem também ícones nacionais como o vaqueiro do nordeste, o cardeal (também chamado de galo campina) e o malandro do Rio de Janeiro.
2007 – 2008 Estória de Pescador.
Exposição: Dezembro de 2007 / Fevereiro de 2008 – Nigiri Sushibar.
A exposição apresenta trabalhos produzidos durante o ano de 2007 que pretendem mostrar a visão do autor sobre a poesia que existe na relação da cidade e de seus habitantes com o mar.