Assistir à apresentação musical com bons músicos interpretando grandes compositores populares ou eruditos é, para mim, uma das experiências sensoriais mais surpreendentes e gratificantes. Quando esse espetáculo é aliado à dança, seja ela um balé clássico, um tango ou uma roda de capoeira em frente à alfândega, o lazer simples pode se transformar em estado de graça. Ver um artista tocar um instrumento transcende o ato de ouvir boa música. A expressão corporal e o semblante do músico transmitem muito mais do que a harmonia do som que se ouve. Explicita as emoções do músico sobrepostas às do compositor e à interpretação do próprio espectador.A idéia desta série surgiu durante uma abertura do Festival Isnard de Azevedo quando assisti à peça “O Marco do Meio dia” de Antônio Nóbrega e sua troupe. Fiquei tão impressionado com a riqueza e o significado do espetáculo, que reverenciava os 500 anos da cultura musical e da dança brasileira, que decidi que precisava falar, ou melhor, pintar sobre o assunto.
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Trabalhos artísticos de Alexandre Freire.

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